sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Fotógrafo paraense expõe fotos da Ilha de Marajó na Conferência Mundial do Clima

O fotógrafo Jota Barbosa, de Afuá, ilha de Marajó, teve duas fotos selecionadas para a exposição "Amazônia pelo planeta", organizada pelo instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), que foi realizada na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), elas foram exibidas em Glasgow, na Escócia.

Fotografia "Mãe Natureza", uma das selecionadas para a exposição.

As fotografias selecionadas foram  "Mãe natureza", que é a foto da Muralha, uma árvore gigante de Afuá. E "Preservação", foto do rio Maniva, zona rural de Afuá.

No dia 04 de novembro a exposição esteve presencialmente em um Parque da cidade de Glasgow. Do dia 05 até 12/11, quem esteve participando da COP 26 pôde visitar a exposição virtual no Brazil Climate Action Hub, espaço criado em conjunto com outras organizações da sociedade civil brasileira no Pavilhão onde ocorre a Conferência.

"Preservação", outra fotografia selecionada.

As fotos também serão expostas no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, que está prevista para ser inaugurada no dia 17 de dezembro, com duração de seis meses. 

Esse foi o concurso de fotografia "Amazoniar" promovido pelo  Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e teve concorrentes de toda a América do Sul.

Fotografia de Jota Barbosa exposta na cop26. Foto: IPAM


"Estou muito feliz de estar entre os 17 selecionados e poder participar dessa Conferência Mundial do Clima, evento esse que reúne as maiores autoridades do mundo e poder divulgar as belezas de Afuá e levar a minha mensagem de que aqui nós também preservamos a Amazônia. Viva nossas florestas! Vamos preservar!", contou Jota Barbosa, fotógrafo de 26 anos que já venceu prêmios como: 1 Prêmio Fotográfico estadual e nacional do IBGE, o 10° Prix Photo Aliança Francesa, The Street'21 (prêmio italiano), o Concurso Fotográfico "Afuá, entre rios, pontes e palafitas", e medalha de prata no Brasília Photo Show. Jota também já expôs foto no Museu da República (RJ), Brasília e em Afuá.

Fotógrafo Jota Barbosa. Foto: João Campos.

Fotos expostas em uma praça em Glasgow, na Escócia, no dia 04 de novembro.

Pessoas visitando a exposição em Glasgow.


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Anajaense é aclamada Miss Teen Pará TWC e concorrerá ao Miss Brasil

Tamires Figueiredo de 18 anos é a mais nova Miss Teen Pará TWC, e concorrerá ao Miss Teen Brasil TWC no dia 27 de setembro, que ocorrerá em Aracaju, capital de Sergipe.

Miss Teen Pará TWC, Tamires Figueiredo. Foto: Tom de Liz Fotografia.


Uma Miss pode ser eleita de duas formas, seguindo as regras mediante concurso tradicional ou por Aclamação.

Pensando na tradição paraense na participação dos eventos no Miss Nacional, a coordenação do Miss Teen Pará TWC optou por realizar a aclamação da nova Miss 2021.

Ronaldo Garcia, além de coordenador Estadual do Miss Teen Pará TWC, também é consultor de passarela, ativista cultural e coreógrafo há mais de 15 anos. Para ele o sentimento de levar uma anajaense para representar o Pará no concurso nacional é de valorização cultural.

"Sinto-me extremamente feliz em estar levando uma nata Marajoara aos palcos do Miss Teen Brasil TWC. Conheci Tamires em 2019, quando fui organizar o concurso municipal o qual ela participou e venceu. Sempre acreditei no seu potencial e assim que recebi o convite para dirigir a coordenação do Pará em nível nacional, o primeiro nome que me veio em mente foi o dela! Ser miss vai além de padrões, redes sociais, status etc., ser miss é amar essa arte e carregar com firmeza o nome de sua cidade, Estado ou país e isso ela tem de sobra.", afirmou Ronaldo.

Ronaldo Garcia, coordenador Estadual do Miss Teen Pará TWC. Foto: Jota Barbosa



Para o Vereador Jonatas Costa, que é um dos apoiadores de Tamires, o sentimento é de satisfação em poder apoiar a juventude.

 "Sinto-me satisfeito de apoiar esta jovem em seu sonho. Ela representará nosso município e sua cultura. Há a necessidade de investir em nossos jovens e na juventude do nosso município, dando a eles oportunidades.", afirmou o Vereador.

Confira a entrevista exclusiva dada ao blog do Vereador Jonatas Costa e conheça um pouco mais a bela loira.

"Sou alegre, gosto de estar com a minha família, amo os animais.  Sou sonhadora!"

Assim se define a linda Tamires Figueiredo, de Anajás-PA, que do alto de seus 18 anos de idade e 1,60 m, disputará o título de jovem mais bela do país no Miss Teen Brasil TWC no dia 27 de setembro em Aracaju-SE. Ela concorrerá com outras 26 candidatas, cada uma representando seu estado. A vencedora irá representar o Brasil no Miss Grand, que acontecerá na Gualemala.

Foto: Tom de Liz Fotografia.


Tamires conta que seu contato com o mundo dos concursos de beleza começou ainda criança.

"Entre meus 11/15 anos de idade eu sempre desfilava em igreja e escola. Mas quando começou mesmo foi no ano de 2019, quando eu participei do miss Anajás.", afirmou.

Participar de um concurso nacional super concorrido exige muita preparação, ela conta que a sua está a todo vapor.

"Minha preparação, está sendo muito intensa desde alimentação, exercícios, ensaios de passarela, estudos e acompanhamento psicológico, afinal preciso estar completa na final e tudo que eu e minha coordenação estamos fazendo é extremamente necessário durante a preparação", contou.


Foto: Tom de Liz Fotografia.


Perguntada sobre o que acha mais difícil, desfilar para o público e para os jurados ou a competição com as outras candidatas, ela foi enfática.

"Minha maior concorrência sou eu mesma, pois sou uma miss exigente, gosto de estar e sempre me sentir bem! Em relação as meninas, sou muito fã da sororidade que é irmandade dentre as mulheres do movimento feminista e se tratando de concurso de beleza, é necessário estar em harmonia com as demais, pois, apenas uma irá vencer e representar todas as outras em um só sonho! Eu sou super 'de boa' com o publico e jurados. Não acho difícil. Mesmo não alcançando o resultado desejado, o importante é a experiência vivida e a partipação.", relatou.

Perguntada sobre suas expectativas para este concurso, ela conta que são as melhores possíveis.

"As minhas expectativas são as melhores possíveis, pois levarei com muito amor e orgulho o nome do meu Município e Estado. Sou a primeira Anajaense a sair do Coração do Marajó para brilhar Brasil a fora, eu estou pronta para viver essa grande experiência, e independente de qualquer resultado eu já me sinto vitoriosa por te sido escolhida dentre tantas jovens Marajoaras. Com orgulho que direi que vim da Amazônia, do Coração do Marajó.", contou.

Foto: Tom de Liz Fotografia.


A bela jovem, que pretende seguir carreira de modelo, deixa uma mensagem para as meninas que sonham em ser a próxima Miss Teen.

"Nada é maior que nossos sonhos! Sonhem, construam de degrau a degrau as metas que querem alcançar, e nunca deixem que alguém diga que não é capaz de chegar onde você almeja." Contou.

Para ir até Aracaju como representante paraense, Tamires precisa da ajuda de apoiadores, pois as despesas são altas com passagens, hospedagem, alimentação, trajes para os desfiles, etc. e são vários dias de confinamento.

Para ajudá-la, entre em contato com a sua coordenação pelo telefone e whatsapp 096 9206-4751.

Você também poderá ajudá-la fazendo pix de qualquer valor, em nome de Kerveli Tamitis  Figueredo Barros, chave pix 06880962203 (CPF).


Foto: Tom de Liz Fotografia.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Anajaense vence Congresso Nacional de Engenharia de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Anajaense vence Congresso Nacional de Engenharia de Petróleo, Gás e Biocombustíveis





A aluna do curso de Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo, do Campus Salinópolis da UFPA,  Nangle Ribeiro ganhou o primeiro lugar no desafio do IV Congresso Nacional de Engenharia de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Conepetro), com a proposta “Uso de nanopartículas magnéticas e de prata para tratamento de água de formação para irrigação e utilização industrial”. O evento é considerado um dos mais importantes da área de petróleo no país.

O Petrotech – 1º Hackathon do Conepetro desafiou os estudantes a enviarem um vídeo que solucionasse a questão “como transformar a água de formação produzida junto ao petróleo em um negócio rentável?'. A iniciativa teve como objetivo incentivar estudantes de graduação a desenvolverem soluções inovadoras voltadas à indústria de óleo e gás. 

A proposta de Nangle Ribeiro oferta uma alternativa para um grande problema do setor, que é o significativo volume de água produzida  com o petróleo. Água que, embora seja repleta de contaminantes, se tratada, pode ser útil para fins industriais, especialmente com a demanda de água aumentando e a iminência de crises hídricas. A ideia enviada pela estudante engloba a criação de uma rede que conecta a indústria, oferecendo tratamento com nanopartículas atuando diretamente nos contaminantes e tornado a água menos tóxica possível; a academia, por meio da parceria com empresas juniores e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de novas soluções; e a sociedade em geral, com a promoção de eventos locais de conscientização socioambiental. 


Nangle Ribeiro, vencedora do Congresso Nacional de Engenharia de Petróleo, Gás e Biocombustíveis


"Ganhar um prêmio a nível nacional, vindo de onde vim, concorrendo com universidades de grande relevância, foi extremamente gratificante, especialmente por estar levando o nome da UFPA, mostrando que fazemos ciência, que temos talento e que a gente só precisa de visibilidade e investimento na área. Eu espero que ganhar esse prêmio incentive meus colegas de profissão a não desistirem, pois o mercado é extremamente difícil e competitivo ”, comenta a estudante do curso de Engenharia de Petróleo.

Por ter ficado em primeiro lugar no desafio, a estudante ganhou uma vaga de estágio remunerado na Energy Platform Participações S.A, em regime de home-office, por meio do qual terá a possibilidade de obter mais informações e conhecer a indústria do petróleo na prática.

Representatividade feminina - Nangle Ribeiro é marajoara e precisou sair de Anajás, cidade em que morava, para realizar o sonho de fazer graduação. Além das dificuldades enfrentadas pela mudança, também precisou lutar para conquistar seu espaço em um ambiente e curso que, por muito tempo, foram majoritariamente vistos como masculinos. 

“Decidi fazer Engenharia de Petróleo aos 14 anos,não conhecia muito sobre a área, mas pesquisei muito sobre, entrei no curso em 2016 e me apaixonei. Apesar das dificuldades que enfrentamos, o curso tem muitas mulheres lutando para mudar o cenário, muitas mulheres se destacando, ganhando prêmios, buscando soluções inovadoras nas mais diversas áreas do petróleo. A equidade está caminhando, mesmo que em passos curtos, para que nossa realidade mude e nosso espaço dentro da indústria seja respeitado”.


Texto: Bruna Ribeiro - Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

Matéria originalmente publicada em: https://portal.ufpa.br/index.php/ultimas-noticias2/12685-estudante-da-ufpa-vence-desafio-do-iv-congresso-nacional-de-engenharia-de-petroleo-gas-e-biocombustiveis

terça-feira, 4 de maio de 2021

Conheça a Banda Sol do Marajó de Anajás

Conheça a Banda Sol do Marajó de Anajás


A banda em uma de suas apresentações em Anajás. Foto: reprodução/Facebook


A Banda Municipal Sol do Marajó, da cidade de Anajás, que fica na Ilha de marajó no Pará, teve sua fundação no ano de 1999 e desde então começou a fazer um trabalho social com os jovens do município e ao mesmo tempo levar o nome da cidade para toda a região do Marajó. Com conquistas significativas para os jovens e crianças do município, a banda logo se transformou em uma referência para outras bandas que estavam iniciando e também para algumas que já estavam há algum tempo na estrada, na região do Marajó.

O surgimento da banda

O idealizador de uma banda musical em Anajás, que depois de algum tempo passaria a se chamar Sol do Marajó, foi o prefeito da época, Raimundo Nogueira Filho, movido pela sua grande vontade de ver uma banda da própria cidade de Anajás, com alunos do próprio município, tocar o hino nacional na inauguração da praça Alcides pinheiro.

Esses são alguns dos primeiros integrantes da banda no ano 2000, na inauguração de uma peixaria. Nesta foto aparece o vereador Ivanildo Martins (de terno) e o criador da banda Nélio Cardoso ( em pé ao lado do vereador).


A ideia de criar uma banda surgiu através de um projeto do governo federal, na época do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, chamado Projeto Funarte, que contemplava municípios com kit de instrumentos musicais de sopro, e Anajás foi um dos beneficiários. O governo municipal da época começou a correr atrás de profissional de música para ensinar as pessoas em Anajás.

Na época havia muita dificuldade de encontrar profissional capacitado para dar aula de instrumentos de sopro. Então o prefeito acabou contratando Nélio Heleno palheta Cardoso, que é Natural do municípo de colares-PA, já em 1999.

Em março de 1999 chega em Anajás o contratado para colocar em prática as ideias do prefeito e levar o projeto adiante.

Nélio Heleno Palheta Cardoso (camisa azul), o criador da Banda musical Sol do Marajó.


Em abril de 1999 começou a funcionar a primeira turma da escola de música de Anajás. Havia cerca de 200 pessoas, entre crianças, jovens e adultos. As pessoas estavam aprendendo a tocar os instrumentos apenas com um objetivo, que era tocar o hino nacional na inauguração da praça Alcides pinheiro em julho daquele mesmo ano, o que acabou não acontecendo, pois para se tocar o hino nacional levaria muito mais tempo para os alunos aprenderem.

Uma das primeiras apresentações, em abril de 2000, cobertura da colação de grau do projeto gavião.

Em setembro do mesmo ano, verificando que os alunos já teriam condições de tocar o hino nacional, o professor Nélio os convocou para essa missão.

No dia 07 de setembro de 1999 a banda fez sua primeira apresentação oficial, tocou o hino nacional na praça Alcides Pinheiro com 22 integrantes e esse dia tambem é considerado o dia de sua fundação. Nélio acaba se tornando o criador da Banda Municipal Sol do Marajó.

O nome Sol do Marajo, segundo Nélio, foi escolhido através de uma votação entre os membros, se deve a forte intensidade do sol em Anajás e tem a ver também com a nota musical Sol.

A banda se torna um fenômeno


Foto: reprodução/Facebook


O objetivo da banda era apenas tocar o hino nacional, porém a banda se tornou um fenômeno em Anajás. Surgia assim a primeira banda musical com instrumentos de sopro no município. O sucesso foi tão grande que a mesma passou a fazer parte da cultura anajaense, começou a percorrer o município com o objetivo de levar entretenimento a população, passou a cobrir eventos religiosos tanto na cidade quanto na zona rural, eventos da prefeitura e chegaram a se apresentar em diversos municípios como Breves, Portel, Afuá, Bagre, Belém, entre outros.

Os alunos estavam muito entusiasmados com a música e a banda revelou muitos talentos. Segundo Nélio, a música começou a fazer diferença na vida deles. Alunos que não iam bem nos estudos, após entrar para a escola de música passaram a melhorar o seu rendimento escolar. "Essa é uma das funções da música, através dela você desenvolve seu raciocínio, aumenta a concentração, melhora o social e a relação entre as pessoas, descobre seus talentos e reduz a vulnerabilidade social de crianças e jovens", relatou o Professor Nélio, que atualmente é um dos regentes da banda juntamente com José Leal dos Santos e Fábio Augusto Moraes.


Alunos da Escola de Música.


Os alunos passaram a ser vistos como artistas e após esse sucesso inicial da banda, Nélio teve uma ideia. Procurou as autoridades para criar uma bolsa para os alunos da banda, como forma de valorizar seus talentos, já que eles levavam o nome do município para várias cidades em suas apresentações. No ano 2001 o projeto foi aprovado e permanece até os dias atuais, foi uma vitória para os alunos, que passaram a receber pelo seu trabalho cultural e teriam, com isso, condições de comprar seus próprios instrumentos musicais.

Em 2001, Nélio muda de cidade e fica à frente da banda os professores Fábio Augusto e José leal.

Fábio além de professor de música também é pedagogo e formado em letras. Para ele, a banda teve e continua tendo um papel social muito importante no município. "Me sinto honrado de fazer parte desta entidade musical Sol do Marajó, venho contribuindo até hoje para a formação musical de todos os músicos. Hoje me alegro em ver os músicos com grandes habilidades, tocam bem o instrumento de sopro. Nossos músicos estão aí formados, me sinto feliz por contribuir para a formação deles, o trabalho foi árduo, mas o resultado foi satisfatório. São crianças e jovens que a gente tira do mundo do crime, das drogas e da violência, porque o mundo oferece muita coisa ruim e os nossos jovens são facilmente induzidos a percorrer esses caminhos que às vezes tem um final trágico. Precisamos lutar para dar um futuro melhor para essas crianças", relatou.

Professor Fábio Augusto. Foto: arquivo pessoal.


Infelizmente a escola de música não conta com um espaço adequado para atender as crianças e adolescentes. Elas precisam de um olhar diferenciado, pois a banda tem história, carrega a cultura e a identidade de Anajás. Os alunos e os professores merecem um espaço digno para exercer suas atividades!

Atualmente, a escola de música conta com 3 professores (regentes) e 2 monitores. Já a banda possui cerca de 35 membros e se apresenta em eventos escolares, esportivos, eventos religiosos, praças, formaturas, entre outras. Alunos da banda já foram premiados em Belém e Macapá.

A Banda Sol do Marajó não se limitou apenas a banda, também tem a escola de música que trabalha com crianças oriundas do ensino fundamental. São cinco profissionais que trabalham com a musicalidade com as crianças. 

Desde sua criação até os dias atuais, segundo Nélio, já passaram pela banda cerca de 200 pessoas e pela escola de música cerca de mil alunos.

Datas marcantes


Segundo Nélio, algumas datas ficaram marcadas. Em 25 de dezembro de 1999 foi a primeira vez que a banda acompanhou o cirio do menino Deus. E teve a primeira apresentação da banda no terreirão da festividade no dia 23 de dezembro do mesmo ano. 

Muito importante também foi a apresentação da banda no município de Afuá. Nos dia 8, 9 e 10 de dezembro de 2000 quando foram convidados pra fazer a cobertura da diplomação dos vereadores de lá. Foi um evento muito marcante na vida dos músicos e do prefeito que estava muito feliz exportando a música anajaense a outros municípios. "E ele falava pra todo mundo que quem quisesse contratar a banda era só falar que ele levaria", contou o professor Nélio.

Veja a seguir mais fotos que fazem parte da história da banda:















Foram procurados os três regentes da banda, porém só tivemos a participação de dois deles.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

A história de Anajás-PA

A história de Anajás-PA

Frente parcial da cidade de Anajás-PA, há um século atrás. Fonte: acervo Rossimar Nóbrega.


ORAÇÃO DE FÉ


Oh! Excelso menino Deus,
Aqui como estais no céu,
Nós te adoramos com profundo
Respeito e humanidade.
Dá-nos augusto Senhor,
Tua benção de saúde, de paz e prosperidade
Sob a égide da fé cristã.
Protege este solo que,
Constitui o coração geográfico da grande ilha do Marajó,
A fim de que ele se desenvolva em termos econômicos e sociais
E dele se irradiem em profusão de raios de progressos
Para todo portentoso arquipélago Marajoara.
Amém.

POR QUE O MUNICÍPIO SE CHAMA ANAJÁS? 


Existem três teorias para explicar a origem do nome Anajás. A primeira, fala que o nome Anajás surgiu em função de existir grande quantidade de Inajazeiro (maximilianamaripa), uma árvore que fornece pequenos cocos oleaginosos em um grande cacho e vegeta em terrenos secos e arenosos, pertencente a família das coiconece.

A segunda teoria diz que, Anajás também é o nome do Rio, que deu origem ao nome do município que passa em frente à cidade. 
Pela terceira teoria é igualmente o nome de uma tribo extinta que no período colonial habitou esta área, recentemente (2007) foram descobertos artefatos na cidade que, podem comprovar esta teoria.

Em novembro de 2007, as águas do Rio Anajás, baixaram muito, então uma embarcação de linha conhecida como cidade de Boa Vista, ao tentar encostar encalhou em uma praia, deixando descoberto vários artefatos indígenas que pertenciam exatamente à tribo dos Anajás.

A cidade de Anajás localiza-se no centro da Ilha do Marajó e, é banhada pelo Rio Anajás. Suas coordenadas geográficas são 0º 99’ 01” de Latitude Sul e 49º 56’ 18” de Longitude Oeste. 
Possui uma altitude de 10 metros acima do nível do mar. 
O município possui 6.672 Km² de superfície. 
Quem mora em Anajás é anajaense.

Largo da praça. Fonte: acervo Rossimar Nóbrega.


A CIDADE

Primitivamente, a cidade de Anajás ainda quando era vila, denominou-se Mocoões por se situar a foz do rio de mesmo nome, esta recebeu da presidência da Província a categoria de Freguesia. Em 30 de setembro de 1869, com a invocação do Menino Deus do Rio anajás foi instalada com o nome de Freguesia do Menino Deus do Rio Anajás.

Em 06 de março de 1882, foi retirado o título de Freguesia da localidade, porém, finalmente o Congresso Legislativo do Estado do Pará pela Lei nº 324 de 06 julho de 1895, elevou Anajás a categoria de cidade.

A cidade de Anajás deve sua existência ao desenvolvimento comercial da região dita das Ilhas, da Ilha de Marajó. Primitivamente denominou-se Mocoões, por causa da situação geográfica, em frente à foz do rio de mesmo nome.

Seu território primeiro pertenceu ao município de Chaves, depois ao de Breves, ao qual ficou definitivamente anexado pela Lei nº 596, de setembro de 1869, que erigiu o povoado em Freguesia, Lei complementada pela de nº 637, de 19 de outubro de 1870, e pela portaria da Presidência da Província, datada de 16 de dezembro do mesmo ano de 1870, recebeu a Freguesia a invocação do Menino Deus do Rio Anajás.

A freguesia foi doado, para a sua instalação, um terreno em quadrado, com 400 braças de lado (do Igarapé Pedrinho até o Igarapé Purus), situado dentro da posse legitimada de João Alves Monteiro, João Gonçalves dos Santos e de José Gonçalves dos Santos, conforme consta do título a eles expedido pelo governo provincial, em 5 de fevereiro de 1873.

Com as dissensões políticas da época, a Freguesia, que fora provida com o vigário de Macapá, passou pelo cutelo da extinção, com a Lei Provincial nº 908, de 5 de junho de 1878, ficando o respectivo território anexado ao município de Breves.

Quase dois anos depois lhe foi restituído o predicamento de Freguesia, com a lei nº 963, de 8 de março de 1880, o qual não perdurou, pois que, com as novas questões políticas, os interesses partidários exigiram uma nova extinção, levada a efeito pela Lei nº 1.904 de 2 novembro de 1882, revogada pela Lei nº 1.216 de 26 de novembro de 1885, que pela terceira vez, concedeu-lhe o predicamento de Freguesia.


Educandário Rui Barbosa em 1908. Fonte: acervo Rossimar Nóbrega.

Depois deste ato, os influentes políticos, a fim de não constituir a freguesia a pomo de discórdia entre os municípios de Breves e Chaves, e cujos interesses partidários deveram as sucessivas elevações e extinções de categoria, trabalharam com maior interesse para a criação do município, conseguindo, em 1886, a criação da Lei nº 1.252 de 25 de novembro, em virtude da qual teve ele existência. Em ofício de 02 de julho de 1887, o presidente da província determinou a execução da Lei do ano procedente à câmara de Breves, que, em sessão de 25 do respectivo mês e ano, resolveu instalar o novo município e dar posse aos vereadores eleitos.

A instalação teve lugar no dia 16 de agosto seguinte, havendo comparecido, às 9 horas da manhã, na casa da câmara de Anajás, Alfredo Gonçalves de Lemos, presidente da câmara de Breves, acompanhado do secretário da mesma câmara Avelino de Lira Freitas, e juramentado e dado posse aos eleitos, José Antônio de Rezende Júnior, Júlio Rodrigues Martins, João Batista da Silva, Antônio Francisco de Oliveira, José Maria de Lima e João Martins Corrêa, havendo assumido a presidência interina da câmara o vereador José Antônio de Rezende Júnior.

No mesmo dia da Instalação, servindo “ad hoc” como secretário da nova câmara de Breves, foi feita a eleição de presidente e vice-presidente, recaindo a votação para o primeiro cargo no vereador José Antônio de Rezende Júnior e para o segundo, no vereador Francisco José Cardoso Baía Júnior, que não havia sido empossado.

A Lei nº 234 de 6 de julho de 1895, que dividiu o Estado do Pará, civilmente em cidades, vilas e povoações, e, estabeleceu a maneira de ser elevado qualquer lugar à categoria de povoação, vila ou cidade, concedeu à vila de Anajás o predicamento de cidade.

O decreto estadual nº 6 de 4 de novembro de 1930, suprimiu o município de Anajás, anexando-lhe o território ao de Afuá, tendo o decreto nº 78 de 27 do mês seguinte confirmado sua extinção, não se referindo, todavia, ao destino dado ao seu território. Em Anajás, o decreto estadual nº 931 de 22 de março de 1933 criou uma Inspetoria Municipal. Com a perda do território de Anajás, a maioria as famílias se mudaram para outros lugares ou voltaram para suas origens, apenas dois moradores permaneceram na cidade, Pedro José da Silva na parte de cima e José Fernandes de Menezes na parte de baixo, ficaram praticamente cuidando da cidade.

Nos quadros da divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no anexo ao Decreto Estadual nº 2.972 de 31 de março de 1938, Anajás figura como distrito subordinado ao município de Afuá.

Em cumprimento ao Decreto-Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, que estabeleceu a divisão territorial do estado a vigorar no quinquênio 1939-1943, restaurou-se o município de Anajás, com o distrito de Anajás e parte do de Afuá (zonas do Furo do Breu e Trovão) desligados do município de Afuá. A comuna em apreço nessa divisão, apresenta-se constituída por um só distrito, o da sede, compreendendo 3 zonas: Anajás, Furo do Breu e Trovão.


Localização


Situa-se Anajás na zona fisiográfica do Marajó e Ilhas, ao Centro da Ilha de Marajó. Limita-se com os municípios: Ao NORTE: Chaves, Afuá e Santa Cruz do Arari. A OESTE: Breves. A LESTE Ponta de Pedras e Muaná. Ao SUL: São Sebastião da Boa Vista. A cidade dista 172 km em linha reta da cidade de Belém, capital do Estado do Pará, colocando-se em 28º lugar em distância de Belém.

A sede do município está a 10 metros de altitude, sendo o 26º na ordem de altitude do estado do Pará. O município apresenta o clima comum da Amazônia: Equatorial Superúmido. A área do município é de 6.672 Km² de superfície, sendo 26º do estado em extensão territorial.


Anajás atual. Foto: Teddy Harrison.

Os principais acidentes geográficos do município são seus rios: 


O Rio Anajás Nasce no município de Ponta de Pedras, tendo como principal Vilas. Humaitá e Monte Sinai, entrando no município de Anajás pela margem direita, na divisa com o Igarapé Peixe-Boi, pela margem esquerda tem a Vila do Sabá Figueiredo na parte que pertence a Muaná, entrando no município de Anajás pela margem esquerda na divisa com o Igarapé Chiqueiro atravessando este município e desaguando no canal do Vieira Grande, no município de Breves, tendo como principal Vila nesse município, a Vila do Porto Cacique, sua direção se estende no sentido Leste-Oeste, é navegável em todo seu trajeto e banha no território anajaense as localidades do Leal, Laranjal, Vencedora, Repouso, Santa Maria, Porto Alegre e a cidade de Anajás. A vida do povo anajaense depende exclusivamente do Rio Anajás, se não houvesse rio, não haveria vida. Mesmo com suas águas poluídas a população faz uso intenso de água para suprir as necessidades básicas, como tomar banho e preparar alimentos. Com mais de 200 km de extensão.

Rio Mocoões, nasce no município de Chaves, entrando no município de Anajás no lugar chamado Francês e deságua no Rio Anajás, em frente à cidade. É navegável em toda a sua extensão e banha as localidades de São Francisco, Luciana, Timbó e Santa Luzia. Por este rio é possível viajar até Belém, passando pela Vila Joviliana Pantoja, depois segue pela “Vala” até o Lago Arari e depois seguir para Belém. No chamado verão amazônico, quando seu leito fica fechado por mururé por centenas de quilômetros, o rio apresenta uma dificuldade de navegação nas proximidades da Comunidade Enseada.

Rio Jurará, afluente da margem direita do Rio Anajás, nasce na divisa com chaves e segue pelo seu álveo até desaguar no Rio Anajás, em Frente a confluência com o Rio Aramã. A principal Vila fica na entrada e que leva o nome do próprio rio, Vila do Jurará.

Rio Guajará, nasce no lugar chamado de Tabocal, dentro do município de Anajás, desaguando no Rio Anajás, sendo navegável em quase toda sua extensão. Banha as localidades do Mocambo, Roçado, Limão e Sempre Viva.

Rio Cururu, nasce no município de Chaves, penetrando no município de Anajás na localidade chamada Trovão e desaguando no Rio Anajás, sendo navegável até o lugar chamado de Fábrica, pertencente ao município de Chaves, Banha as localidades de Santo Antônio, Belém do Ribeiro e Boca do Cururu.

Rio Aramã, nasce no município de Breves, penetrando no município de Anajás pela margem esquerda no Furo do Japichaua e pela margem direita entra em Anajás no Igarapé Aramã-Miri, divisa com o mesmo município e deságua no Rio Anajás bem na confluência com o Rio Jurara, sendo navegável em todo seu trecho, sendo a principal via por onde circulam as embarcações que fazem linha para Breves e Belém Passando por Vilas importantes como a do Sabá Fêlix (Breves) e no território anajaense passa por vilas como o Paraíso, Chico Inácio, Perpetuo Socorro e outras.

A vegetação característica e predominante no município é a Floresta Densa, de planície aluvial sub-região dos furos de Marajó, representativa da fisionomia florística da porção ocidental da ilha de Marajó. Entretanto, vale mencionar que as áreas Leste e Norte do Município apresentam campos naturais, característicos da “região dos campos de Marajó”, na parte Leste da ilha.

As principais riquezas naturais do município são: no passado a borracha, atualmente, as sementes oleaginosas, madeiras e o açaí, que constituem as riquezas vegetais. Os animais silvestres, como principal riqueza animal. 
Desta maneira, Anajás como muitas cidades da Amazônia, desenvolveu-se atrelada à dinâmica dos rios, cuja urbanização ocorreu no entorno da igreja católica do Menino Deus. 

ANAJÁS E BREVES, QUEM ESTÁ MAIS PERTO DE BELÉM?

Quem lê a pergunta de cara vai responder que Breves fica mais próxima de Belém, ainda mais, se você for pensar que se alguém sair de Breves e de Anajás via barco ao mesmo tempo, às 6 horas da tarde, ás 9 horas da manhã do outro dia, quem saiu de Breves vai chegar em Belém, e no mesmo horário a pessoa que saiu de Anajás vai estar chegando em Breves. Se essas mesmas pessoas saírem em dois aviões parecidos ao mesmo tempo, por exemplo, às 9 horas da manhã de Belém, quando for 09:50hs, o avião que tem como destino Anajás vai estar pousando, enquanto que aquele que possui como destino a cidade de Breves, só vai pousar as 10:00h. Portanto, a cidade de Anajás fica mais próxima de Belém, o problema da distância é por causa das dificuldades de navegação no município de Anajás principalmente no Rio Alto Anajás, por essa rota, a viagem entre Anajás e Belém encurtaria em pelo menos umas 10 horas.

CULTURA


Em Anajás, a festa religiosa de maior relevância é a do Menino Deus, protetor do Município, festa tradicional que tem início em 16 e termina em 25 de dezembro, com uma procissão de encerramento. Temos ainda as festa de Santo Antônio em junho, de Santana em julho e o Círio de Nazaré em outubro

As Quadrilhas Juninas, a Semana Pedagógica da Escola Maria Iranêde Coutinho, o 7 de setembro e o aniversário da cidade e Carnaval constituem as manifestações da cultura popular mais difundidas em Anajás, além do futebol anajaense.

No Município, encontra-se alguma produção artesanal, tendo como produtos principais cestas, vasos e Tipitis. A Casa da Cultura onde está localizada a Biblioteca Pública é considerada como equipamento cultural em Anajás de grande relevância, mas, temos grandes produções realizadas nas escolas e produções independente.

Casa da Cultura, onde está localizada a Biblioteca Pública. Foto: Cledson Ribeiro.

ASPECTOS HISTÓRICOS

Na conquista do Marajó a tribo que mais resistiu à conquista armada foi a dos Anajás (que pertencia ao grupo dos Nheengaíbas) que possuía índios muitos arredios, que enfrentaram e expulsaram a flechadas os primeiros colonizadores que faziam parte da missão empreendida pelo jesuíta João de Souto Maior, morto em seguida em expedição ao Rio dos Pacajás, em 1656.

A origem do município encontra-se no desenvolvimento da catequese que no período Brasil-Colônia, aonde os jesuítas sediados em Chaves estenderam suas missões para o interior da Ilha do Marajó. Coube ao padre Antônio Vieira penetrar a aldeia dos Anajás do topônimo indígena anajá-Inajá (palmeira). A cultura marajoara sobreviveu pelo menos até 1660, quando os portugueses tomaram definitivamente o controle da ilha.

O território de Anajás primeiro pertenceu ao Município de Chaves-PA. Em 1870, passou a pertencer ao Município de Breves. Devido à discordância política da época, a freguesia do Menino Deus foi extinta e elevada à categoria por três vezes em quinze anos, questionada a posse de seu território por Chaves e Breves.

Para se por fim a essas desavenças, influentes políticos trabalharam com maior interesse para criação do Município, portanto, só conseguindo a 25 de novembro de 1886. Em 1895, a Freguesia do Menino Deus recebeu o predicamento de Cidade de Anajás.

De 1912 até 1928 Coronel Brabo governou com mão de ferro o município de Anajás. Já no final de seu mandato, velho e sem rival, resolveu não indicar mais ninguém para a Intendência, entregando em 1928, o município de anajás para os “vogais” (vereadores), que sem condições de governar, entregaram para os “Vogais” de Breves, então, durante 2 anos, até 1930, todas as decisões sobre Anajás, eram decididas na câmara de Breves.

Em 1930, o Decreto Estadual nº 6, suprimiu o Município de anajás, anexando-o ao Município de Afuá. Em 1938, restaurou-se novamente o Município. Por outro Decreto Estadual, passando as Zonas do Trovão e furo do Breu a pertencerem a Anajás.
O Município de Anajás foi fundado para acabar com a discórdia entre Breves e Chaves, cujos interesses partidários devem a sucessivas eleições e extinções de categoria do Município de Anajás.

Confira mais algumas fotos do Anajás antigo do acervo do professor Rossimar Nóbrega.













Fonte: Extraído do livro Anajás: Um povo, Uma História de autoria de Rossimar C. da Nóbrega Soares.

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