segunda-feira, 26 de abril de 2021

A história de Anajás-PA

A história de Anajás-PA

Frente parcial da cidade de Anajás-PA, há um século atrás. Fonte: acervo Rossimar Nóbrega.


ORAÇÃO DE FÉ


Oh! Excelso menino Deus,
Aqui como estais no céu,
Nós te adoramos com profundo
Respeito e humanidade.
Dá-nos augusto Senhor,
Tua benção de saúde, de paz e prosperidade
Sob a égide da fé cristã.
Protege este solo que,
Constitui o coração geográfico da grande ilha do Marajó,
A fim de que ele se desenvolva em termos econômicos e sociais
E dele se irradiem em profusão de raios de progressos
Para todo portentoso arquipélago Marajoara.
Amém.

POR QUE O MUNICÍPIO SE CHAMA ANAJÁS? 


Existem três teorias para explicar a origem do nome Anajás. A primeira, fala que o nome Anajás surgiu em função de existir grande quantidade de Inajazeiro (maximilianamaripa), uma árvore que fornece pequenos cocos oleaginosos em um grande cacho e vegeta em terrenos secos e arenosos, pertencente a família das coiconece.

A segunda teoria diz que, Anajás também é o nome do Rio, que deu origem ao nome do município que passa em frente à cidade. 
Pela terceira teoria é igualmente o nome de uma tribo extinta que no período colonial habitou esta área, recentemente (2007) foram descobertos artefatos na cidade que, podem comprovar esta teoria.

Em novembro de 2007, as águas do Rio Anajás, baixaram muito, então uma embarcação de linha conhecida como cidade de Boa Vista, ao tentar encostar encalhou em uma praia, deixando descoberto vários artefatos indígenas que pertenciam exatamente à tribo dos Anajás.

A cidade de Anajás localiza-se no centro da Ilha do Marajó e, é banhada pelo Rio Anajás. Suas coordenadas geográficas são 0º 99’ 01” de Latitude Sul e 49º 56’ 18” de Longitude Oeste. 
Possui uma altitude de 10 metros acima do nível do mar. 
O município possui 6.672 Km² de superfície. 
Quem mora em Anajás é anajaense.

Largo da praça. Fonte: acervo Rossimar Nóbrega.


A CIDADE

Primitivamente, a cidade de Anajás ainda quando era vila, denominou-se Mocoões por se situar a foz do rio de mesmo nome, esta recebeu da presidência da Província a categoria de Freguesia. Em 30 de setembro de 1869, com a invocação do Menino Deus do Rio anajás foi instalada com o nome de Freguesia do Menino Deus do Rio Anajás.

Em 06 de março de 1882, foi retirado o título de Freguesia da localidade, porém, finalmente o Congresso Legislativo do Estado do Pará pela Lei nº 324 de 06 julho de 1895, elevou Anajás a categoria de cidade.

A cidade de Anajás deve sua existência ao desenvolvimento comercial da região dita das Ilhas, da Ilha de Marajó. Primitivamente denominou-se Mocoões, por causa da situação geográfica, em frente à foz do rio de mesmo nome.

Seu território primeiro pertenceu ao município de Chaves, depois ao de Breves, ao qual ficou definitivamente anexado pela Lei nº 596, de setembro de 1869, que erigiu o povoado em Freguesia, Lei complementada pela de nº 637, de 19 de outubro de 1870, e pela portaria da Presidência da Província, datada de 16 de dezembro do mesmo ano de 1870, recebeu a Freguesia a invocação do Menino Deus do Rio Anajás.

A freguesia foi doado, para a sua instalação, um terreno em quadrado, com 400 braças de lado (do Igarapé Pedrinho até o Igarapé Purus), situado dentro da posse legitimada de João Alves Monteiro, João Gonçalves dos Santos e de José Gonçalves dos Santos, conforme consta do título a eles expedido pelo governo provincial, em 5 de fevereiro de 1873.

Com as dissensões políticas da época, a Freguesia, que fora provida com o vigário de Macapá, passou pelo cutelo da extinção, com a Lei Provincial nº 908, de 5 de junho de 1878, ficando o respectivo território anexado ao município de Breves.

Quase dois anos depois lhe foi restituído o predicamento de Freguesia, com a lei nº 963, de 8 de março de 1880, o qual não perdurou, pois que, com as novas questões políticas, os interesses partidários exigiram uma nova extinção, levada a efeito pela Lei nº 1.904 de 2 novembro de 1882, revogada pela Lei nº 1.216 de 26 de novembro de 1885, que pela terceira vez, concedeu-lhe o predicamento de Freguesia.


Educandário Rui Barbosa em 1908. Fonte: acervo Rossimar Nóbrega.

Depois deste ato, os influentes políticos, a fim de não constituir a freguesia a pomo de discórdia entre os municípios de Breves e Chaves, e cujos interesses partidários deveram as sucessivas elevações e extinções de categoria, trabalharam com maior interesse para a criação do município, conseguindo, em 1886, a criação da Lei nº 1.252 de 25 de novembro, em virtude da qual teve ele existência. Em ofício de 02 de julho de 1887, o presidente da província determinou a execução da Lei do ano procedente à câmara de Breves, que, em sessão de 25 do respectivo mês e ano, resolveu instalar o novo município e dar posse aos vereadores eleitos.

A instalação teve lugar no dia 16 de agosto seguinte, havendo comparecido, às 9 horas da manhã, na casa da câmara de Anajás, Alfredo Gonçalves de Lemos, presidente da câmara de Breves, acompanhado do secretário da mesma câmara Avelino de Lira Freitas, e juramentado e dado posse aos eleitos, José Antônio de Rezende Júnior, Júlio Rodrigues Martins, João Batista da Silva, Antônio Francisco de Oliveira, José Maria de Lima e João Martins Corrêa, havendo assumido a presidência interina da câmara o vereador José Antônio de Rezende Júnior.

No mesmo dia da Instalação, servindo “ad hoc” como secretário da nova câmara de Breves, foi feita a eleição de presidente e vice-presidente, recaindo a votação para o primeiro cargo no vereador José Antônio de Rezende Júnior e para o segundo, no vereador Francisco José Cardoso Baía Júnior, que não havia sido empossado.

A Lei nº 234 de 6 de julho de 1895, que dividiu o Estado do Pará, civilmente em cidades, vilas e povoações, e, estabeleceu a maneira de ser elevado qualquer lugar à categoria de povoação, vila ou cidade, concedeu à vila de Anajás o predicamento de cidade.

O decreto estadual nº 6 de 4 de novembro de 1930, suprimiu o município de Anajás, anexando-lhe o território ao de Afuá, tendo o decreto nº 78 de 27 do mês seguinte confirmado sua extinção, não se referindo, todavia, ao destino dado ao seu território. Em Anajás, o decreto estadual nº 931 de 22 de março de 1933 criou uma Inspetoria Municipal. Com a perda do território de Anajás, a maioria as famílias se mudaram para outros lugares ou voltaram para suas origens, apenas dois moradores permaneceram na cidade, Pedro José da Silva na parte de cima e José Fernandes de Menezes na parte de baixo, ficaram praticamente cuidando da cidade.

Nos quadros da divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no anexo ao Decreto Estadual nº 2.972 de 31 de março de 1938, Anajás figura como distrito subordinado ao município de Afuá.

Em cumprimento ao Decreto-Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, que estabeleceu a divisão territorial do estado a vigorar no quinquênio 1939-1943, restaurou-se o município de Anajás, com o distrito de Anajás e parte do de Afuá (zonas do Furo do Breu e Trovão) desligados do município de Afuá. A comuna em apreço nessa divisão, apresenta-se constituída por um só distrito, o da sede, compreendendo 3 zonas: Anajás, Furo do Breu e Trovão.


Localização


Situa-se Anajás na zona fisiográfica do Marajó e Ilhas, ao Centro da Ilha de Marajó. Limita-se com os municípios: Ao NORTE: Chaves, Afuá e Santa Cruz do Arari. A OESTE: Breves. A LESTE Ponta de Pedras e Muaná. Ao SUL: São Sebastião da Boa Vista. A cidade dista 172 km em linha reta da cidade de Belém, capital do Estado do Pará, colocando-se em 28º lugar em distância de Belém.

A sede do município está a 10 metros de altitude, sendo o 26º na ordem de altitude do estado do Pará. O município apresenta o clima comum da Amazônia: Equatorial Superúmido. A área do município é de 6.672 Km² de superfície, sendo 26º do estado em extensão territorial.


Anajás atual. Foto: Teddy Harrison.

Os principais acidentes geográficos do município são seus rios: 


O Rio Anajás Nasce no município de Ponta de Pedras, tendo como principal Vilas. Humaitá e Monte Sinai, entrando no município de Anajás pela margem direita, na divisa com o Igarapé Peixe-Boi, pela margem esquerda tem a Vila do Sabá Figueiredo na parte que pertence a Muaná, entrando no município de Anajás pela margem esquerda na divisa com o Igarapé Chiqueiro atravessando este município e desaguando no canal do Vieira Grande, no município de Breves, tendo como principal Vila nesse município, a Vila do Porto Cacique, sua direção se estende no sentido Leste-Oeste, é navegável em todo seu trajeto e banha no território anajaense as localidades do Leal, Laranjal, Vencedora, Repouso, Santa Maria, Porto Alegre e a cidade de Anajás. A vida do povo anajaense depende exclusivamente do Rio Anajás, se não houvesse rio, não haveria vida. Mesmo com suas águas poluídas a população faz uso intenso de água para suprir as necessidades básicas, como tomar banho e preparar alimentos. Com mais de 200 km de extensão.

Rio Mocoões, nasce no município de Chaves, entrando no município de Anajás no lugar chamado Francês e deságua no Rio Anajás, em frente à cidade. É navegável em toda a sua extensão e banha as localidades de São Francisco, Luciana, Timbó e Santa Luzia. Por este rio é possível viajar até Belém, passando pela Vila Joviliana Pantoja, depois segue pela “Vala” até o Lago Arari e depois seguir para Belém. No chamado verão amazônico, quando seu leito fica fechado por mururé por centenas de quilômetros, o rio apresenta uma dificuldade de navegação nas proximidades da Comunidade Enseada.

Rio Jurará, afluente da margem direita do Rio Anajás, nasce na divisa com chaves e segue pelo seu álveo até desaguar no Rio Anajás, em Frente a confluência com o Rio Aramã. A principal Vila fica na entrada e que leva o nome do próprio rio, Vila do Jurará.

Rio Guajará, nasce no lugar chamado de Tabocal, dentro do município de Anajás, desaguando no Rio Anajás, sendo navegável em quase toda sua extensão. Banha as localidades do Mocambo, Roçado, Limão e Sempre Viva.

Rio Cururu, nasce no município de Chaves, penetrando no município de Anajás na localidade chamada Trovão e desaguando no Rio Anajás, sendo navegável até o lugar chamado de Fábrica, pertencente ao município de Chaves, Banha as localidades de Santo Antônio, Belém do Ribeiro e Boca do Cururu.

Rio Aramã, nasce no município de Breves, penetrando no município de Anajás pela margem esquerda no Furo do Japichaua e pela margem direita entra em Anajás no Igarapé Aramã-Miri, divisa com o mesmo município e deságua no Rio Anajás bem na confluência com o Rio Jurara, sendo navegável em todo seu trecho, sendo a principal via por onde circulam as embarcações que fazem linha para Breves e Belém Passando por Vilas importantes como a do Sabá Fêlix (Breves) e no território anajaense passa por vilas como o Paraíso, Chico Inácio, Perpetuo Socorro e outras.

A vegetação característica e predominante no município é a Floresta Densa, de planície aluvial sub-região dos furos de Marajó, representativa da fisionomia florística da porção ocidental da ilha de Marajó. Entretanto, vale mencionar que as áreas Leste e Norte do Município apresentam campos naturais, característicos da “região dos campos de Marajó”, na parte Leste da ilha.

As principais riquezas naturais do município são: no passado a borracha, atualmente, as sementes oleaginosas, madeiras e o açaí, que constituem as riquezas vegetais. Os animais silvestres, como principal riqueza animal. 
Desta maneira, Anajás como muitas cidades da Amazônia, desenvolveu-se atrelada à dinâmica dos rios, cuja urbanização ocorreu no entorno da igreja católica do Menino Deus. 

ANAJÁS E BREVES, QUEM ESTÁ MAIS PERTO DE BELÉM?

Quem lê a pergunta de cara vai responder que Breves fica mais próxima de Belém, ainda mais, se você for pensar que se alguém sair de Breves e de Anajás via barco ao mesmo tempo, às 6 horas da tarde, ás 9 horas da manhã do outro dia, quem saiu de Breves vai chegar em Belém, e no mesmo horário a pessoa que saiu de Anajás vai estar chegando em Breves. Se essas mesmas pessoas saírem em dois aviões parecidos ao mesmo tempo, por exemplo, às 9 horas da manhã de Belém, quando for 09:50hs, o avião que tem como destino Anajás vai estar pousando, enquanto que aquele que possui como destino a cidade de Breves, só vai pousar as 10:00h. Portanto, a cidade de Anajás fica mais próxima de Belém, o problema da distância é por causa das dificuldades de navegação no município de Anajás principalmente no Rio Alto Anajás, por essa rota, a viagem entre Anajás e Belém encurtaria em pelo menos umas 10 horas.

CULTURA


Em Anajás, a festa religiosa de maior relevância é a do Menino Deus, protetor do Município, festa tradicional que tem início em 16 e termina em 25 de dezembro, com uma procissão de encerramento. Temos ainda as festa de Santo Antônio em junho, de Santana em julho e o Círio de Nazaré em outubro

As Quadrilhas Juninas, a Semana Pedagógica da Escola Maria Iranêde Coutinho, o 7 de setembro e o aniversário da cidade e Carnaval constituem as manifestações da cultura popular mais difundidas em Anajás, além do futebol anajaense.

No Município, encontra-se alguma produção artesanal, tendo como produtos principais cestas, vasos e Tipitis. A Casa da Cultura onde está localizada a Biblioteca Pública é considerada como equipamento cultural em Anajás de grande relevância, mas, temos grandes produções realizadas nas escolas e produções independente.

Casa da Cultura, onde está localizada a Biblioteca Pública. Foto: Cledson Ribeiro.

ASPECTOS HISTÓRICOS

Na conquista do Marajó a tribo que mais resistiu à conquista armada foi a dos Anajás (que pertencia ao grupo dos Nheengaíbas) que possuía índios muitos arredios, que enfrentaram e expulsaram a flechadas os primeiros colonizadores que faziam parte da missão empreendida pelo jesuíta João de Souto Maior, morto em seguida em expedição ao Rio dos Pacajás, em 1656.

A origem do município encontra-se no desenvolvimento da catequese que no período Brasil-Colônia, aonde os jesuítas sediados em Chaves estenderam suas missões para o interior da Ilha do Marajó. Coube ao padre Antônio Vieira penetrar a aldeia dos Anajás do topônimo indígena anajá-Inajá (palmeira). A cultura marajoara sobreviveu pelo menos até 1660, quando os portugueses tomaram definitivamente o controle da ilha.

O território de Anajás primeiro pertenceu ao Município de Chaves-PA. Em 1870, passou a pertencer ao Município de Breves. Devido à discordância política da época, a freguesia do Menino Deus foi extinta e elevada à categoria por três vezes em quinze anos, questionada a posse de seu território por Chaves e Breves.

Para se por fim a essas desavenças, influentes políticos trabalharam com maior interesse para criação do Município, portanto, só conseguindo a 25 de novembro de 1886. Em 1895, a Freguesia do Menino Deus recebeu o predicamento de Cidade de Anajás.

De 1912 até 1928 Coronel Brabo governou com mão de ferro o município de Anajás. Já no final de seu mandato, velho e sem rival, resolveu não indicar mais ninguém para a Intendência, entregando em 1928, o município de anajás para os “vogais” (vereadores), que sem condições de governar, entregaram para os “Vogais” de Breves, então, durante 2 anos, até 1930, todas as decisões sobre Anajás, eram decididas na câmara de Breves.

Em 1930, o Decreto Estadual nº 6, suprimiu o Município de anajás, anexando-o ao Município de Afuá. Em 1938, restaurou-se novamente o Município. Por outro Decreto Estadual, passando as Zonas do Trovão e furo do Breu a pertencerem a Anajás.
O Município de Anajás foi fundado para acabar com a discórdia entre Breves e Chaves, cujos interesses partidários devem a sucessivas eleições e extinções de categoria do Município de Anajás.

Confira mais algumas fotos do Anajás antigo do acervo do professor Rossimar Nóbrega.













Fonte: Extraído do livro Anajás: Um povo, Uma História de autoria de Rossimar C. da Nóbrega Soares.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Governo Federal vai investir R$ 386 mi para levar energia elétrica ao Marajó (PA)

Medida faz parte do Plano de Ação do programa Abrace o Marajó, coordenado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e será executada pelo Ministério de Minas e Energia.

  

Foto: Willan Meira/Arquivo MMFDH

O Governo Federal vai iluminar o arquipélago do Marajó (PA). Serão investidos, inicialmente, R$ 386 milhões para levar energia elétrica para as comunidades isoladas de três dos 16 municípios do arquipélago. As cidades beneficiadas nessa etapa são Curralinho, Melgaço e Portel.

Os investimentos serão realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do Programa Mais Luz para a Amazônia, que se integrou ao programa Abrace o Marajó, coordenado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

Nesta primeira fase da iniciativa, serão atendidos 12,6 mil novos consumidores, isto é, aproximadamente 50 mil pessoas, com o serviço público de energia elétrica. O atendimento será realizado por extensão de rede elétrica de distribuição de energia elétrica, nas localidades com conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio de sistemas de geração de fontes renováveis, nas comunidades remotas.

Para a ministra Damares Alves, titular do MMFDH, levar energia elétrica para o Marajó significa dignidade para a população. “Estamos falando de garantir direitos para uma localidade historicamente esquecida. Mas não é só isso: é promover o desenvolvimento regional daquela região”, afirma.

Esta primeira fase tem prazo de execução até dezembro de 2022, por meio dos programas de Eletrificação Rural e Mais Luz para a Amazônia, em parceria com a Equatorial Energia Pará, distribuidora de energia elétrica responsável pela implementação dos programas no estado.

Para o ministro Bento Albuquerque (MME) com a execução do programa, a população do Marajó poderá usufruir do serviço público de energia elétrica, com qualidade, confiabilidade e continuidade, dando fim a um período de anos de exclusão elétrica e o início de uma nova jornada.

“A chegada da energia elétrica permitirá que a população marajoara tenha acesso aos demais serviços públicos, contribuindo de forma significativa para a redução da vulnerabilidade social e econômica, e para o fortalecimento do exercício da cidadania, proporcionando maior bem-estar e dignidade para a vida dessas pessoas”, diz.

Abrace o Marajó

Criado pelo Governo Federal em março de 2020, o Abrace o Marajó busca o desenvolvimento socioeconômico dos 16 municípios que compõem a Ilha do Marajó (PA). As ações são uma resposta estratégica para a recuperação da dignidade humana da população da localidade.

O Marajó possui cerca de 550 mil habitantes. É o maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta. Formado por cerca de 2.500 ilhas e ilhotas, tem potencial de desenvolvimento e crescimento, mas, atualmente, conta com oito municípios na lista daqueles com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

Fonte: Governo Federal

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Conheça o Vereador Jonatas Costa de Anajás

"Precisamos 'vitaminar' ou melhorar nossas mentes e assim também nossos corações, para que nossas ações possam ser um reflexo daquilo que nós temos, daquilo que pensamos, daquilo que queremos realmente". 

Essa frase resume a linha de atuação do vereador Jonatas Costa, eleito para o quadriênio 2021/2024, no município de Anajás-PA.

Vereador Jonatas Costa.

Jonatas Costa (DEM) é natural de Tomé-Açu (PA), tem 41 anos, é casado e pai de uma filha. É membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, após seu casamento, foi convidado a ingressar ao ministério eclesiástico, como auxiliar da igreja, iniciando suas atividades como dirigente de ponto de congregação ainda em sua cidade natal . 

Jonatas Costa com sua esposa e filha.

Mudou-se para Afuá-PA, atuando como presidente de jovens, dirigente de congregação, secretário de missões, foi convidado a diácono e presbítero na referida cidade e também atuou como vice-presidente da igreja. Seguindo o chamado do Senhor, mudou-se para Anajás onde atuou como presidente dos jovens por um ano, segue como membro da igreja na referida cidade, tudo para honra e glória do nosso Deus e que Ele seja sempre louvado em tudo. Em sua caminhada sempre houve aproximação com a cidade de Anajás, viu de perto os problemas do povo e suas necessidades.

Jonatas Costa e sua caminhada ministerial.

Formou-se como técnico em enfermagem atuando também com especialidades em cirurgia e segurança do trabalho.

Como técnico em enfermagem e microscopista, atuou em duas áreas na Vila Luciana (endemias e atendimento de enfermagem) devido a necessidade do momento. Também atuou como diretor do posto de saúde por um ano. Foi transferido para a a zona urbana atuando no Hospital Municipal com grande prazer pela profissão e ajudando aqueles que precisavam dos serviços de saúde.

Se ausentou por alguns anos devido a procura por mais conhecimento. Se especializou na área de cirurgia, atuando em três cidades na condição de responsável por centros cirúrgicos integrados.

Hoje em dia como optometrista, atua na área da saúde visual e,  há quase dez anos,  como empresário e dono das Óticas Peniel, onde trabalha em alguns municípios nesta área. Também realiza ações sociais em diversas localidades de Anajás promovendo oportunidades na qualidade da visão.

Além de vereador, Jonatas Costa é optometrista, atua tambem na área da saúde visual.

Jonatas lutará pela juventude, futuro mais próximo da nação, pela área da saúde que é a área de maior necessidade e na promoção social. 

Com Jonatas na Câmara Municipal, as ações sociais serão ainda mais fortalecidas e trabalhará em prol dos menos favorecidos.

Vereador Jonatas Costa durante sessão na câmara municipal de Anajás.

Jonatas Costa é ficha limpa e sua atuação parlamentar sempre será pautada pelo trabalho, honestidade, dignidade e transparência. Ele tem compromisso com o povo e lutará pela melhoria de um novo Anajás, escrevendo uma nova história!

Jonatas Costa durante sessão na câmara municipal de Anajás.


Fotógrafo paraense expõe fotos da Ilha de Marajó na Conferência Mundial do Clima

O fotógrafo Jota Barbosa, de Afuá, ilha de Marajó, teve duas fotos selecionadas para a exposição "Amazônia pelo planeta", organiza...